Wednesday, April 29, 2009

Características do falsamente chamado “sexo frágil” :)

Mulheres: não leiam na TPM; leiam com a mente aberta para essas breves considerações fruto de reflexão e experiência pessoal. Claro, nada é escrito na rocha e as seguintes opiniões humildes podem mudar conforme o tempo mostre necessário.


1.   Comparam-se umas com as outras.
2.   São altamente competitivas.
3.   Lutam para conquistar o homem de uma mulher linda.
4.   São naturalmente adaptadas à espera.
5.   Detestam homens débeis e fracassados.
6.   Se dão bem apenas com homens que ignoram suas flutuações de humor e seguem seu ritmo próprio.
7.   Nunca deixam o homem concluir se são santas ou “perversas” para que ele não arranje outra.
8.   Instrumentalizam o ciúme masculino.
9.   Se auto-afirmam por meio do sofrimento masculino que se origina do desejo ou do amor  (se culminar em  suicídio, nenhuma piedade será sentida).

10.   Não amam em simples retribuição  ao fato de serem amadas mas por algum interesse.
11.   Gostam de nos confundir com "torturas" mentais.
12.   Sofisticaram a manipulação mental como forma de compensar a fragilidade física.
13.   São emocionalmente muito mais fortes do que os homens.
14.   Se entregam apenas àqueles  que as tratam bem mas não se apaixonam.
15.   Enjoam dos homens que abandonam totalmente os rituais de encantamento (bilhetinhos, poemas, filmes, presentinhos, chocolates...) ou que os realizam em demasia.
16.   Tentam nos induzir a correr atrás delas para terem o prazer de nos repudiar.
17.   Sentem-se atraentes quando conseguem rejeitar um homem.
18.   Simulam desinteresse por sexo para ativar o desejo masculino.
19.   Necessitam  sentir que estão enganando ou manipulando.
20.   Quanto menos conseguem nos manipular e enganar, mais tentam fazê-lo.

21.   Desistem dos jogos de engano e manipulação quando as ludibriamos habilmente, deixando-as supor que realmente o estão conseguindo.
22.   Simulam fragilidade para ativar o instinto protetor masculino.
23.   Jogam com o nosso medo de entristecê-las e desagradá-las.
24.   São pacientes.
25.   Testam e observam reações.
26.   São irresistivelmente atraídas por homens que  lhes pareçam destacados, melhores  do que os outros  e, ao mesmo tempo, desinteressados.
27.   Costumam comportar-se como se fossem desejadas.
28.   Amam e se entregam totalmente aos cafajestes experientes.
29.   Desejam um homem na mesma proporção em que outras mulheres o desejam.
30.   Preferem aqueles que se aproximam fingindo não ter interesse.
31.   Querem que o homem esconda seu desejo sexual até o momento da entrega.
32.   Simulam indiferença para sugerir que estão interessadas em outro.
33.   Têm verdadeira loucura por homens que compreendam seu mundo. Chamam-no de “diferente”.

34.   Tornam-se inacessíveis após a conquista para que o homem preserve o sentimento que geraram
35.   Tentam descobrir o que sent imos nas várias situações.
36.   Costumam “amarrar” o homem, repudiando-o e evitando-o.
37.   Temem o ódio masculino real, sem mescla alguma de afeição.
38.   Afastam-se para verificar se iremos atrás ou não.
39.   Constantemente observam e avaliam se, como e quanto necessitamos delas emocionalmente.
40.   Provocam “perseguições” atraindo e em seguida repudiando.
41.   Nos frustram dando e desfazendo esperanças de sexo.
42.   Negam-nos a satisfação sexual plena para acender o nosso desejo.
43.   Nunca permitem que saibamos  se fogem porque querem ser deixadas em paz ou porque querem ser perseguidas.
44.   Impressionam-se com homens decididos que não temem tomar atitudes enérgicas e as surpreendem.
45.   Levam os bobos que as perseguem para onde querem.

46.   Fogem e resistem para evitar que sua entrega provoque o desinteresse do “perseguidor”.
47.   São irresistivelmente atraídas por aqueles que provocam emoções fortes.
48.   Assediam aqueles que marcam sua imaginação como diferente e especial e, ao mesmo tempo, deixe entrever que está desinteressado.
49.   Concluem que precisamos delas quando as procuramos e perseguimos.
50.   Sentem-se seguras de seu poder de sedução quando são assediadas.
51.   Têm necessidade de levantar  a auto-estima assediando ou depreciando o homem que as rejeita.
52.   Acham que estão sendo desejadas quando um homem as observa detidamente ou toma a  iniciativa do contato.
53.   São física e psiquicamente lentas (resistentes ao tempo) em certas situações: demoram para serem encantadas, para terem o orgasmo, para tomarem decisões,  para sentirem falta de sexo, suportam esperar muito  tempo, são pacientes etc.
54.   Não se compadecem por nosso sofrimento emocional.

55.   Não se compadecem pelo sofrimento masculino ocasionado pela insatisfação sexual (consideram "frescura" ou "sem-vergonhice").
56.   Uma vez relacionadas com um homem, ficam atrás dele somente se ele resistir mais do que elas, evitando buscar contato e sexo.
57.   Tornam-se emocionalmente dependentes de homens protetores, seguros, decididos e que, ao mesmo tempo, não dependem delas emocionalmente.
58.   Concebem o homem ideal como seguro, forte, distante, decidido e calmo.
59.   Sonham em “domar” os cafajestes porque sua conversão seria uma prova inequívoca de amor.
60.   Simulam desinteresse para não serem desprezadas como "fáceis".
61.   São atraídas pelo macho "diferente" que seja superior aos outros em vários sentidos, principalmente na possibilidade de oferecer segurança.
62.   Cultivam no homem a dependência [dele a ela].
63.   Observam e testam continuamente os nossos sentimentos até o limite de romper a relação.
64.   Instrumentalizam nossos erros em seu favor.
65.   Jogam a culpa dos erros delas em nós.
66.   Sempre possuem uma desculpa para as falhas.
67.   Dobram e manipulam o homem quebrando sua resistência através da fragilidade.
68.   Nos submetem e manipulam sem percebermos.
69.   Nunca admitem que dão abertura para que outros a cortejem.
70.   Juram fidelidade de sentimento mas se contradizem com atitudes suspeitas e “sem intenção”.
71.   Não têm medo de jogar  até o limite porque  consideram que, se o cara romper a relação, a ruptura aconteceu  porque ele já não prestava mesmo.
72.   São afetadas pela nossa perda apenas depois que ela realmente se efetiva.
73.   Jogam com ambigüidades e evitam assumir as conseqüências.
74.   São incapazes de visualizar a dor da insatisfação afetivo-sexual masculina.
75.   Descobrem os limites do homem  jogando com seus sentimentos.
76.   Sentem um alívio em sua angústia de não serem amadas quando descobrem que alguém sofre por elas.
77.   Querem ser amadas por aqueles  que sejam melhores em todos os sentidos.
78.   Quase nunca estão satisfeitas  com os homens com os quais contraem matrimônio [tendencia atual bem preocupante].
79.   Gostariam de ter um homem que  correspondesse à satisfação de todos os seus desejos conflituosos e contraditórios.

80.   Detestam adaptações [afinal são únicas e especiais].

Monday, April 06, 2009

Marretadas

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Então Deus, cansado dos meus pecados, resolveu punir-me: enviou uma obra ao apartamento de cima. Faz alguns dias que salto da cama, apavorado, sob a orquestra de marretadas, crente que é a célula paulistana da Al Qaeda que acaba de entrar em atividade. Deus, ao que parece, mandou trocarem o piso. Inteirinho.

Os marreteiros do Senhor não brincam em serviço, foram treinados nos porões (ou sótãos) da ditadura - de todas as ditaduras. Derrubaram paredes em Sodoma e Gomorra, prestaram serviços a Torquemada, foram agentes duplos da CIA e da KGB. São hábeis em fazer a quebradeira da pior maneira possível: sem ritmo. Tum, tum, tum...., eles batem, você espera que a próxima nota seja tum, mas vem então uma pausa e... Tuntum. Tum-Tum, Tum-Tum – você vai se acostumando e... Tum-tá-tum!

O ser humano é capaz de suportar qualquer coisa, desde que faça sentido, e não há sentido mais antigo, impresso nas primeiras folhas do livro de nossa memória, do que o ritmo. Ritmo do coração de nossas mães, quando ainda boiávamos em líquido amniótico; ritmo que reaparece nas músicas de ninar, logo depois, insinuando que nem tudo está perdido, ritmo que buscamos nas rimas e na métrica da poesia, ritmo que adicionamos à mesma granola, toda manhã, ritmo que ouvimos por trás do boa noite do William Bonner, ritmo que nos alegra só por aparecer sete vezes no mesmo parágrafo, pois se tudo se repete, por que a vida também não?

Onde há sentido, há salvação. Mas com os marreteiros de Javé não há salvação. Não há padrão. É o código Morse do Demônio, o caos, e se o ritmo nos assegura o sentido da vida e a repetição funciona como uma metonímia da ressurreição, a falta de ritmo semeia o desespero, a loucura, a morte.

Eu trabalho madrugada adentro, justamente por causa do silêncio. Às três da manhã, a Tim não me liga para oferecer planos, a Mastercard não me avisa que minha conta está “há 26 dias em aberto, senhor”, as pamonhas de Piracicaba dormem tranqüilas em alguma garagem da cidade e eu posso pegar as palavras pelas mãos ou pelos cabelos, conforme a necessidade, e agrupá-las em diferentes caixinhas, sobre a minha mesa. Isso tudo, até a semana passada, pois agora as marretas ressoam dentro e fora da minha cabeça, eu sou um zumbi e as palavras estão todas espalhadas pelo mundo.

É um mundo injusto. É proibido ouvir a Cavalgada das Valquírias ou Sheena is a punk rocker depois das dez da noite, mas nada impede que o vizinho de cima destrua seu apartamento a marretadas a partir das nove da manhã. Não há o que fazer. Só me resta sofrer nesse brejo da cruz, enquanto o coaxar dos martelos-sapo me castiga pelos 23 anos que vivi em pecado. Perdão, Senhor!

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